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O Dalai Lama iniciou hoje uma visita à região indiana de Arunachal fortemente criticada por Pequim.

Na fronteira com a China, o estado indiano é reivindicado pela autoridades chinesas, que acusaram o líder espiritual tibetano de apoiar com a viagem um “movimento separatista”.

O Dalai Lama foi recebido no mosteiro de Tawang pelas autoridades locais e por 800 monges budistas.

Em resposta às críticas chinesas, o líder espiritual disse que a viagem não tem qualquer motivo político e pretende apenas “promover a fraternidade universal”, num momento em que a cultura tibetana atravessa um “período muito difícil”.

A região de Arunachal tem um significado especial para o Dalai Lama, pois foi por aqui que entrou na Índia para dar início ao longo exílio em 1959, depois de falhar a revolta tibetana contra o domínio chinês.

Três anos mais tarde, em 1962, a China e a Índia envolveram-se numa guerra pelos estados de Arunachal, de Sikkim e da Cachemira.

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tags: China, Dalai Lama, Índia