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A China prometeu uma ajuda de 10 mil milhões de dólares aos países africanos e anular as dívidas dos países mais pobres do continente.
O anúncio foi feito na abertura de uma cimeira sino-africana que começou este Domingo no Egipto.
Hosni Mubarak, anfitrião do encontro, considerou a iniciativa chinesa um passo importante.
“Se os países desenvolvidos tiverem os meios para sair da crise no próximo ano, esse não será o caso dos países em desenvolvimento, em particular os países africanos. Estes levarão mais tempo a sair da crise, e a eliminar as dificuldades”, disse.
Por seu lado, o primeiro-ministro Wen Jiabao anunciou ainda que Pequim pretende financiar uma centena de projectos de energia limpa em solo africano.
Uma forma de ajudar o continente a participar nos esforços internacionais contra as mudanças climatéricas mas também de atenuar as acusações por parte do Ocidente de que o interesse chinês em África tem uma natureza estritamente lucrativa.
As trocas comerciais entre a China e os países africanos valem 10 vezes mais do que as registadas no ano 2000.
O intercâmbio resulta da necessidade chinesa em adquirir matérias-primas em troca de produtos manufacturados a baixo custo.
A proximidade entre chineses e africanos data dos anos 50, quando Pequim concedeu apoio aos movimentos de libertação anticoloniais.
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