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Familiares e militares juntaram-se em Fort Hood para homenagear as vítimas do tiroteio de quinta-feira na maior base militar em solo norte-americano.
Os Estados Unidos tentam compreender as razões que levaram um psiquiatra do exército a matar 13 pessoas e ferir outras 28, antes de ser abatido e hospitalizado.
O primeiro-tenente Robert Stewart diz que “quando estão no Iraque ou noutro país, [os soldados] esperam este tipo de coisas. Mas em casa, é como se alguém lhes arrancasse o coração”.
Outro militar defende que “o próximo passo é o julgamento [do atirador]. Ele tem de enfrentar as repercussões dos seus actos”. Sutton Fairclough diz-se ainda “contente pelo facto [de Hasan] não ter morrido, para poderem descobrir os motivos e puni-lo correctamente”.
Segundo os médicos, o comandante Nidal Malik Hasan, de 39 anos, está “estabilizado” e ligado a um respirador artificial. A maioria dos feridos no tiroteio estão ainda hospitalizados, alguns em estado grave.
A polícia revistou o apartamento de Hasan e entrevistou familiares e vizinhos, à procura de pistas.
O gerente do bloco de apartamentos onde residia o atirador diz que “eram todos amigos, ele não fez inimigos” enquanto ali esteve.
Um vizinho diz que recebeu um telefonema de Hasan “na quarta à noite ou quinta-feira de manhã” durante o qual ele lhe “disse: ‘foi bom conhecer-te e ser teu amigo’”.
Barack Obama pediu que não se tirem “conclusões precipitadas”. A origem árabe de Hasan e testemunhos de soldados segundo os quais ele terá gritado “Allah Akbar” provocam receios entre a comunidade muçulmana. Segundo um primo, Hasan temia o envio eminente para o Afeganistão.
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