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As famílias dos pescadores espanhóis detidos há mais de um mês por piratas somalis pressionam o Governo de Madrid.

Os familiares exigem negociações eficazes, uma libertação rápida e apelam às facções partidárias que se unam em torno da causa.

A mulher de um dos tripulantes do atuneiro Alakrana disse que “precisamos que toda a gente esteja unida, que os políticos não se defrontem por causa deste assunto, que não tentem aproveitar-se e que se mobilizem para que os pescadores voltem imediatamente”.

Milhares de pessoas, entre as quais várias personalidades políticas bascas, manifestaram-se este sábado no porto de Bermeo, no país Basco, para exigir a libertação dos pescadores. Por seu lado, o Governo continua a querer negociar.

“O vice-presidente do Governo sublinhou que devemos preservar a via diplomática porque é a melhor maneira de encontrar uma solução”, disse Miguel Angel Moratinos, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros.

O ministro anunciou ainda que o embaixador espanhol no Quénia vai encontrar-se este domingo com o primeiro-ministro somali para abordar o assunto.

Antonio Costas, contra mestre do Alakrana e irmão de um dos tripulantes teme que o pior aconteça, mas espera que as autoridades façam o seu dever.

“Espero que eles façam o que devem fazer. Mas de qualquer maneira, penso que a tripulação vai acabar mal. Mesmo que eles voltem vão ficar traumatizados”, declarou.

Os piratas somalis ameaçam começar a matar em grupos de três, todos os 36 tripulantes do atuneiro Alakrana, se as autoridades espanholas não libertarem dois companheiros detidos no dia do assalto à embarcação.

O Alakrana foi capturado pelos piratas no início de Outubro ao largo da Somália.

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tags: Manifestação, pirataria