Cerca de mil blocos de um dómino gigante marcam dois quilómetros do antigo traçado do Muro de Berlim. As peças serão derrubadas na segunda-feira por líderes mundiais do presente e do passado nas comemorações dos vinte anos da queda do Muro que separou a capital alemã – e a Europa – durante 28 anos.
Uma turista italiana diz que “era muito jovem” quanto tudo aconteceu, mas lembra-se ainda “de quando o Muro estava de pé”.
Uma porção da antiga barreira continua no lugar. Conhecida como East Side Gallery, foi pintada em 1990 por mais de cem artistas de 21 países, entre os quais o português Joaquim António Gonçalves. O pintor explica que quando chegou a Berlim “pela primeira vez, estava tudo cinzento deste lado do Muro”. Os artistas “decidiram dar-lhe alegria e cor”. Gonçalves acrescenta que na primeira vez trabalhou “muito depressa”, fez “praticamente um fundo abstracto bastante colorido, juntamente com um grafismo a preto e branco. Agora, o objectivo era o mesmo: dar cor e energia, porque o Muro tem verdadeiramente necessidade disso, depois de tudo pelo que passou”.
Gonçalves voltou a Berlim para renovar a East Side Gallery juntamente com vários dos artistas originais.
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