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Começou esta quinta-feira a discussão do programa de governo na Assembleia da República.
O documento tem por base o programa eleitoral do PS e não será submetido a voto, já que nenhum grupo parlamentar da oposição conta apresentar uma moção de censura.
No seu discurso, José Sócrates insistiu que é preciso combater a crise e relançar a economia, através das grandes obras públicas.
“Vamos avançar com as linhas prioritárias de alta velocidade Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto-Vigo. Isto significa requalificar o transporte ferroviário convencional, lançar a construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete e prosseguir a execução do plano rodoviário nacional”, sublinhou José Sócrates.
Mas as últimas previsões da Comissão Europeia apontam para um défice público português de 8% no final de 2009, o que dá azo à desconfiança da líder do PSD.
Manuela Ferreira Leite insistiu: “Passamos a olhar para programa do governo com a mesma desconfiança com que olhámos para o programa eleitoral. É que o programa eleitoral foi feito a pensar nos votos e não naquilo que era possível ser cumprido.”
O primeiro-ministro quer subir as pensões, rever o salário mínimo e alargar o acesso ao subsídio do desemprego. O Executivo prevê também um novo fundo de 250 milhões de euros para as pequenas e médias empresas.
O debate sobre o programa de governo termina esta sexta-feira.
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