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Caiu por terra o acordo que deveria pôr fim a quatro meses de crise política nas Honduras.
O campo de Manuel Zelaya declarou o “fracasso” do acordo Tegucigalpa-San José, depois do presidente de facto, Roberto Micheletti, anunciar a formação de um “governo de unidade” sem incluir partidários do chefe de Estado deposto.
O líder do Movimento de Resistência (pró-Zelaya) diz que “os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos não estão a fazer nada, por isso se não derem provas em contrário serão chamados ‘cúmplices’ do golpe de Estado”.
O executivo interino saído do golpe militar de 28 de Junho apresentou ontem demissão para abrir caminho ao novo governo.
Pressionados pelos Estados Unidos, Zelaya e Michelleti tinham chegado a um entendimento na semana passada para formar um executivo de unidade, mas tanto o presidente interino como o chefe de Estado deposto pretendiam assumir a liderança.
Michelleti reconheceu que o governo apresentado não conta com representantes de Zelaya, mas diz ter consultado alguns partidos políticos e outros sectores da sociedade civil.
Zelaya apelou aos países da Organização dos Estados Americanos para “continuarem a condenar e ignorar o regime de facto” de Michelleti.
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