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Afeganistão: Karzai avança sem projectos novos

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“Vamos continuar a trabalhar o melhor possível para fazer face aos problemas do Afeganistão e para que os desejos dos afegãos se tornem realidade através de um governo eficaz e transparente. O meu governo vai ser de todos os afegãos. Os que queiram trabalhar comigo são bem-vindos”

Hamid Karzai prometeu o mesmo que há cinco anos mas, desta vez, sem contar com a legitimidade das urnas. Além disso, a credibilidade está ao nível mais baixo de sempre: os afegãos acusam-no de dirigir uma administração corrupta e de não ter sabido gerir as milionárias ajudas internacionais.

Em 2001, depois da queda do regime talibã, Karzai foi nomeado presidente interino afegão com a ajuda dos países ocidentais. Até então era um total desconhecido, mas o passado na resistência contra os soviéticos ajudou-o a consolidar a imagem.

Nos primeiros anos trabalhou arduamente para controlar as rivalidades étnicas e os senhores da guerra que a partilhavam. Em 2004, cumpriu o objectivo de fazer aprovar pela Loya Jirga – Conselho dos Sábios, a Constituição que deu lugar às primeiras eleições livres.

Uma república islamizada com poder executivo forte, com um Parlamento de duas câmaras, com poder legislativo e capacidade de demitir o governo. Karzai foi eleito à primeira volta.

A situação degradou-se rapidamente, em termos de condições de vida e segurança. Karzai não tem poder numa grande parte do território, vive entricheirado no palácio presidencial e as tensões políticas são exacerbadas.

O executivo não está apenas corroído pela corrupção mas também pelo absentismo parlamentar e a pobreza da agenda dá sinais preocupantes.
Que se pode esperar a partir de agora?

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tags: Afeganistão, Política, Presidente