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A Itália condenou à revelia mais de duas dezenas de antigos elementos dos serviços secretos norte-americanos a penas até aos oito anos de prisão.
Os agentes da CIA são acusados de terem raptado há seis anos em Milão, um imã de origem egípcia.
Depois de sequestrado, Abu Omar, foi transferido para uma base secreta no Egipto onde terá sido torturado antes de sair em liberdade, em 2007.
Por terra caíram as acusações contra um ex-chefe da CIA em Roma e antigos responsáveis dos serviços secretos italianos.
A justiça determinou, ainda, o pagamento de uma indemnização no valor de um milhão de euros a Abu Omar e 500.000 à mulher.
Para o Procurador italiano a prioridade é accionar as medidas necessárias com vista a um mandato de captura internacional e garantir o cumprimento das penas.
Uma tarefa que não se adivinha fácil já que os Estados Unidos se recusam a extraditar os antigos agentes da CIA.
Em Washington, a sentença foi recebida com decepção. Um porta-voz do Pentágono garante, que a jurisdição respeita o acordo sobre o estatuto de forças da NATO.
Esta é a primeira vez que um tribunal se pronuncia contra as transferências ilegais de suspeitos terroristas levadas a cabo pelo governo norte-americano.
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