Elvira, filha comerciantes alemães, vivia na cidade de Baerwalde, onde o pai tinha uma importante fábrica. Mas a vida de conforto acabou com a segunda Grande Guerra. Elvira foi enviada para um campo de trabalhos forçados na Sibéria.
Elvira regressou à sua cidade em Janeiro de 1946, mas Baerwalde mudara de nome, passou a ser Mieszkowice, parte da Polónia, fruto da divisão após a derrota nazi. Elvira deicara a Sibéria com 33 quilos e em Mieszkowice pedia comida de casa em casa. Foi quando o destino a fez bater à porta de Fortunat, aquele que viria a ser os seu marido 50 anos depois: “Como podia ser ela uma mulher bonita se pesava 30 quilos? Era tão magra como o meu dedo e tão pobre. Dei-lhe um beijo na testa, não por amor, por pena”, recordou Fortunat, que ainda chora quando pensa nesse período.
A pena fez com que a família de Fortunat aceitasse ajudar Elvira, pagando por pequenos recados. O tempo encarregou-se do resto. Foi quando o pesadelo começou: “O nosso amor foi-se desenvolvendo. Chegámos a tentar casas, mas quando souberam que era alemã disseram que não. Filha de um capitalista? inimigo do estado? Ela tem de se ir embora”.
Mas cinquenta anos depois, de após tudo fazer para o reencontrar, Elvira conseguiu marcar um encontro com Fortunat. O encontro aconteceu junto da fronteira que antes os dividiu. Hoje, ela tem 70 e ele 75.
O Muro de Berlim: pt.euronews.net/1989-2009
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