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Os trabalhadores alemães da Opel estão furiosos com o volte-face anunciado do negócio da venda da filial europeia pela General Motors.
Após meses de intensas negociações, a construtora americana decidiu esta quinta-feira não abdicar dos 55 por cento de acções prometidas ao consórcio composto pela canadiana Magna e pelo banco russo Sberbank. O negócio teve o apoio de Berlim que contribuiu com uma garantia de três mil milhões de euros.
Juntamente com a decisão de manter a construtora alemã, a MGM promete avançar com um plano de restruturação da empresa. Uma intenção recebida
Metade dos 50.000 trabalhadores europeus da OPEL pertence a quatro fábricas instaladas em solo alemão.
Muitos deles ficaram perplexos com os últimos desenvolvimentos.
“Eu não sei mesmo o que se vai passar agora. Vim trabalhar e não sei se estou com a GM, com a Opel ou com quem estou…vamos esperar para ver”, declarou um operário.
“Fomos enganados. Vamos ver o que podemos fazer. Temos de lutar e não fazer perguntas, vamos fazê-lo à maneira francesa, para a rua… E para a frente”, acrescentou um outro.
Na cidade de Eisenach, onde se situa a mais recente fábrica da Opel, os operários também não escondem o desalento e alguma revolta.
“A política é uma prostituta, digo eu, uma prostituta. Uma coisa destas nunca tinha acontecido”, desabafava uma trabalhadora da empresa.
A GM justifica a decisão com “melhores perspectivas de mercado” para a Opel e para a britânica Vauxhall. A construtora de Detroit decidiu não abandonar o mercado europeu e manter a tecnologia de ponta produzida na Europa.
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