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A crise política que há dois meses paralisa o Afeganistão ameaça prolongar-se por tempo indefinido.
Três dias depois de ter desistido da segunda volta das presidenciais, o candidato Abdullah Abdullah continua a classificar como ilegítima e ilegal a reeleição de Hamid Karzai.
O antigo chefe da diplomacia afegã teceu esta quarta-feira duras críticas à decisão da Comissão eleitoral independente.
Enquanto nas ruas de Cabul os apoiantes de Karzai comemoravam a vitória, Abdullah reiterava as denúncias de fraude maciça.
Ao mesmo tempo o ex-candidato rejeitou os apelos da comunidade internacional e da ONU para que fosse formado um Governo de Unidade Nacional.
Enquanto a situação política se agrava, no terreno as tropas ocidentais continuam a sofrer baixas importantes.
Esta terça-feira cinco soldados britânicos perderam a vida junto a um posto de controlo na província de Helmand, no sul do país. Os militares terão sido abatidos por um polícia afegão e o ministério da defesa abriu um inquérito para esclarecer o incidente.
Estas mortes elevam a 229 o número de baixas britânicas no conflito.
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tags: Afeganistão, Eleições
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