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Um novo governo afegão aberto a todos, pronto a combater a corrupção e a estender a mão aos Talibã, o discurso de vitória de Hamid Karzai parecia responder a todas as dúvidas quanto à legitimidade do novo governo.
Um dia depois de ter sido reeleito sem uma segunda volta das presidenciais, Karzai lamentou a ausência de um novo sufrágio.
O chefe de Estado reconduzido no poder com o apoio da comunidade internacional, deixou em aberto a possibilidade de formar um governo de união nacional, depois do seu principal opositor ter retirado a sua candidatura, temendo a repetição das fraudes eleitorais.
Abdullah Abdullah rejeita para já a possibilidade de se juntar ao novo executivo, apesar da pressão internacional para encontrar um acordo entre os dois homens.
Depois de mais de um mês de impasse, o processo político é assim retomado no Afeganistão sem garantias de legitimidade para o novo governo e num momento em que a violência prossegue ao longo do país.
Washington, Moscovo e Bruxelas felicitaram ontem o chefe de Estado relembrando que as prioridades políticas no país passam pelo cumprimento das promessas esquecidas durante o primeiro mandato.
Uma das prioridades é a de reforçar as forças de segurança afegãs, num momento em que Obama se prepara para anunciar a nova estratégia militar para o país.
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tags: Afeganistão, Eleições, Hamid Karzai
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