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Há cinco anos que um chefe da Diplomacia britânica não visitava de forma oficial a Rússia. David Miliband quebrou o hiato – chegou ontem.
Após encontros com o seu homólogo Serguei Lavrov, os dois homens anunciaram consensos -entre eles, na necessidade de apresentarem uma frente unida no que toca à questão nuclear iraniana.
Mas o tema que mais divide as duas capitais, a morte do ex-espião Alexandre Litvinenko, continua bem presente. Serguei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeirosafirmou que o assunto pode resolver-se: “Se os britânicos fornecerem todos os documentos necessários, o nosso Ministério Público vai iniciar uma investigação em território da Federação russa com a participação de representantesdo Reino Unido”.
Mas David Miliband prefere realçar outros pontos: “Estamos determinados a trabalhar com os russos nas áreas onde há consensos. Essa é a relação que queremos desenvolver, é uma questão de princípio para ambos os lados”.
Alexandre Litvinenko morreu envenenado com polónio em Londres em Novembro de 2006.
O Reino Unido pediu à Rússia a extradição de um ex-agente da KGB, Andrei Lougovoi, que acusa de ser o homicida, mas os russos recusaram.
Por outro lado, Londres mantém que a resposta de Moscovo na guerra russo-georgiana de Agosto de 2008 foi desproporcionada e tem reservas em relação à forma como os Direitos Humanos são respeitados na federação.
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