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Missão cumprida para os satélites SMOS e Proba II lançados esta noite da base russa de Plessetsk.

Os dois engenhos vão estudar os oceanos e as radiações solares de forma a ajudar os cientistas a analisar as consequências do aquecimento global.

O SMOS vai assim medir a salinidade dos oceanos e o nível de humidade do solo.

Os sensores do satélite vão permitir construir uma nova cartografia dos solos terrestres até dois metros de profundidade, renovada a cada três dias e com uma resolução de até 43 km de extensão.

A humidade é um dado essencial para melhorar as previsões meteorológicas e antecipar no futuro os riscos de seca e de inundações, mas que deverá ser útil para a agricultura, pesca e navegação marítima.

É a primeira vez que os cientistas vão acompanhar a evolução da salinidade do mar e das correntes marítimas responsáveis pelos fenómenos climáticos terrestres.

O satélite proba II deverá, por seu lado, analisar as radiações solares e a sua influência no clima espacial.

O projecto da ESA (Agência Espacial Europeia) orçado em 315 milhões de euros colocou já em órbita um satélite para medir a gravidade terrestre e deverá lançar, em Fevereiro, um aparelho para medir a densidade dos gelos oceânicos.

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tags: Água, Ciência, Espaço