As possibilidades de Tony Blair se tornar presidente da União evaporam-se tal como o candidato se evaporou das fotos de família das cimeiras europeias. O ex-primeiro-ministro britânico vai perdendo apoios, incluindo o da sua família política, os Socialistas.
Mesmo no Reino Unido a sua candidatura não é consensual. Os conservadores, liberais e um terço do eleitorado são contra. Apenas o governo trabalhista de Gordon Brown continua a promovê-lo, falando de um excelente candidato para a presidência permanente do Conselho Europeu. Uma opinião que, Brown, pensa ser partilha por outros Estados membros.
Muito poucos.
Um dos últimos golpes contra Blair chegou de Espanha, que considera que os Socialistas devem exigir o posto de Alto Representante para a Política Externa. Uma possibilidade que reduz as hipóteses de Blair, devido ao equilíbrio democrático.
Blair não é consensual, em parte devido à guerra no Iraque que dividiu os europeus. O primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, considera que o novo presidente da União dever ser alguém que procure o consenso e o compromisso no seio dos Vinte e Sete.
O primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, já serviu muitas vezes de mediador, mas a sua candidatura também não é consensual.
Os debates estão ao rubro e em meados de Novembro os Vinte e Sete reúnem-se para encontrar o candidato do consenso.
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tags: Presidência da UE, União Europeia
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