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Segundo dia de julgamento, segunda ausência de Radovan Karadzic.
O ex-lider dos sérvios da Bósnia voltou a não comparecer no Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, em Haia.
O juiz do TPIY decidiu prosseguir com a sessão, onde foi lida a extensa lista de acusações. O magistrado tem agora duas hipóteses: nomear um advogado oficioso ou julgar o réu à revelia. Algo que só deve ficar decidido na próxima segunda-feira.
Alan Tieger, procurador do TPIY:
“A acusação acusa Radovan Karadzic de participar em quatro actos criminais diferentes, mas que estão relacionados:
Primeiro, a campanha para retirar à força os muçulmanos bósnios e os croatas bósnios de várias partes da Bósnia-Herzgovina, uma campanha que levou a genocídio em certas localidades.
Segundo, o prolongamento de ataques de atiradores furtivos e cerco aos civis de Sarajevo, de forma a causar e manter o terror.
Terceiro, a tomada de capacetes azuis da ONU e observadores militares como reféns e escudos humanos.
E quarto, a eliminação dos muçulmanos em Srebrenica, a matança organizada de homens e a expulsão de mulheres e crianças.”
Ao todo, Karadzic é acusado de 11 crimes de guerra e contra a Humanidade, durante a guerra na Bósnia, nos anos 90 e arrisca uma pena de prisão perpétua.
O antigo líder militar já tinha boicotado o início da sessão, na segunda-feira, ao alegar que a sua defesa, que o próprio dedidiu assegurar, não estava pronta.
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tags: Crime de guerra, Radovan Karadžić
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