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Esperam-se poucas surpresas nas eleições gerais na Túnisia.
Com as urnas fechadas, a vitória é quase certa para o presidente Ben Ali, que lidera o país há mais de 20 anos.
Segundo fontes oficiais, a taxa de participação situou-se acima dos 80 por cento.
As organizações de direitos humanos falam de falta de democracia e de uma oposição meramente cosmética.
Ahmed Brahim é o principal opositor de Ben Ali. O líder do partido “Renovação” tem criticado abertamente o presidente e exige um sistema mais transparente.
Há um ano, o governo alterou a lei eleitoral. Os candidatos à presidência são obrigados a serem líderes de um partido reconhecido pelo estado pelo menos dois anos antes da eleição.
Apesar de todas as críticas, o regime mantém boas relações com o Ocidente, devido ao crescimento económico e à luta contra o radicalismo islâmico.
O vencedor do escrutínio conquista 75 por cento dos 215 assentos no parlamento. Os restantes são distribuidos pelos outros partidos, alguns deles apoiantes confessos do regime.
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