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A beleza dos campos de papoilas contrasta com a perigosidade da flor do ópio. É no Afeganistão que se produz o ópio que serve para fabricar a maior parte da heroína consumida no mundo. Uma produção que representa um mercado de mais de 43 mil milhões de euros anuais.
Segundo a ONU, o ópio afegão financia talibãs e Al-Qaeda. Os barões da droga são conhecidos e apesar do pedido do Conselho de Segurança de congelamento dos activos destas personalidades e da interdição de viajarem, a resolução não foi aprovada.
Os dados, de um relatório das Nações Unidas, sobre a droga e o crime, agora publicado, dão conta que o Afeganistão produz 92% do ópio mundial. Três toneladas e meia são depois traficadas a nível internacional e consumidas sobretudo na Europa, na Rússia e no Irão, todos os anos.
Dois terços deste ópio saem já transformados em heroína e permitem o abastecimento de 11 milhões de heroinómanos, em todo o mundo. O restante é consumido sob a forma de ópio por mais quatro milhões de toxicodependentes.
Menos de dois por cento do ópio é apreendido pelas autoridades de Cabul. A nível mundial, a percentagem de opiáceos afegãos interceptada antes de chegar aos consumidores sobe para 20 por cento.
O ópio mata, por ano, 100 mil pessoas em todo o mundo.
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tags: Afeganistão, Drogas, Economia
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