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Parceria estratégica da Rússia e da Sérvia

Parceria estratégica da Rússia e da Sérvia

20/10/09 20:12 CET

Política externa

mundo

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Este dia de 20 de Outubro de 2009 marca o aniversário dos 65 anos em que o Exército Vermelho e os partidários de Tito libertaram Belgrado do jugo do exército alemão do Terceiro Reich.
Uma ligação histórica entre a Rússia e a Sérvia que serviu de base a uma parceria estratégica.

A amizade entre os dois Estados ficou reforçada no plano diplomático com a questão sensível do Kosovo. Desde o princípio da guerra de 98-99, que Moscovo continua a ser o principal aliado de belgrado, que considera a ex-província como berço da nação sérvia.

Depois do fracasso das Negociações de Rambouillet entre os albanokosovares e os sérvios, a NATO lançou uma campanha de bombardeamentos durante dois meses e meio, que afectou e causou vítimas à população civil, apesar dos objectivos estratégicos proclamados.

O então presidente Slobodan Milosevic foi recebido várias vezes no ano mais crítico do conflito, em pleno isolamento internacional, pelo homólogo e aliado Boris Yeltsin.

A 9 de Junho de 99, foi mandatada a força internacional as Nações Unidas, KFOR, mas teve de enfrentar de modo inesperado as tropas russas, no aeroporto de Pristina.

O Kosovo foi administrado pela ONU até eleger os próprios representantes, com Ibrahim Rugova como presidente, e,m 2002. O período foi marcado por confrontos violentos, nomeadamente em Mitrovica.

O estatuto de 2006=2007 foi negociado em várias fases, durante a qual sérvios e russos tudo fizeram para evitar o espectro da independência.

Mas era inevitável: acabou por ser proclamada em Fevereiro de 2008. 60 países reconheceram a independência – entre os quais 22 da União Europeia e os Estados Unidos.

Mas a Sérvia continua a batalha judicial no tribunal Internacional de Justiça, que deve pronunciar-se sobre a legalidade da independência do Kosovo no início de Dezembro do corrente.

O apoio da Rússia na questão do Kosovo nunca foi completamente gratuito. Há muitos anos que o Kremlin desenvolve uma verdadeira diplomacia energética e Belgrado é um dos pontos principais de desenvolvimento da “estratégia do gás”.

O gasoduto South Stream vai beneficiar Belgrado. Quase metade do percurso faz-se em território sérvio, e os russos estão a investir nas infraestruturas correspondentes. Foram criados milhares de empregos ….

É um verdadeiro maná económico com duplo interesse para os sérvios: por um lado, ganham segurança energética e por outro posicionam-se como aliados de prestígio no plano energético europeu, tanto pela parceria com os russos como pelo futuro que esperam ter na própria União Europeia.

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tags: Política externa, Rússia, Sérvia