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Protestos em Sarajevo marcaram o arranque da segunda ronda de conversações cruciais para o futuro da Bósnia-Herzegovina.
Estados Unidos e União Europeia tentam encontrar soluções com as três principais comunidades nacionais para resolver o actual impasse político-constitucional que colocou o
país à beira do colapso.
Líderes muçulmanos, sérvios e croatas bósnios afirmam que o pacote de reformas proposto é inaceitável pelo que um entendimento será difícil.
Haris Silajdzic, representante muçulmano na presidência colegial explica as razões deste encontro.
“Estamos aqui porque não pusemos em prática o Acordo de Paz de Dayton e porque fomos selectivos sobre o que por em prática. É por isso que estamos aqui e que estamos nesta situação”, afirma Silajdzic.
A Bósnia-Herzegovina encontra-se dividida em duas entidades desde o final da guerra civil em 1995 e da assinatura do acordo de Dayton. A Federação bósnia, junta croatas e muçulmanos, e a Republika Srpska, inclui a entidade sérvia bósnia.
A Constituição vigora há quase 14 anos mas não tem permitido a funcionalidade do país, que possui três presidentes, três parlamentos e centenas de ministros.
Exigem-se reformas urgentes à Bósnia-Herzegovina para uma futura integração na União Europeia.
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tags: Bósnia-Herzegovina, Política
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