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A indústria automóvel europeia declarou guerra ao polémico acordo de Livre Comércio assinado esta quinta-feira entre a União Europeia e a Coreia do Sul, que vai abolir quase todas as taxas alfandegárias.
O sector automóvel denuncia a concorrência desleal a que ficará sujeito, tendo em conta as ajudas às exportações dadas por Seul. Lança, por isso, um apelo ao Parlamento Europeu e aos Estados membros para que não ratifiquem o documento assinado pela comissária europeia para o Comércio Internacional, Catherine Ashton, e o ministro sul-coreano do Comércio, Kim Jong-hoon.
Este é o mais importante acordo negociado por Bruxelas com um país terceiro e, se for ratificado, entrará em vigor no segundo semestre de 2010.
A comissária europeia do Comércio Internacional garante ter incluído cláusulas para salvaguardar o sector automóvel. Mas o documento inclui também os sectores farmacêutico, electrónico, dos serviços, telecomunicações, ambiente e finanças.
Em 2008, o comércio entre a União Europeia e a Coreia do Sul ascendeu a 65 mil milhões de euros. Com o acordo poderá haver um aumento de 20%, segundo cálculos de Peter Mandelson, ministro britânico do Comércio.
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