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Manuel Zelaya, o presidente deposto das Honduras continua sitiado na embaixada do Brasil na capital Tegucigalpa.
Os militares fiéis aos golpistas cercam por completo a representação diplomática brasileira.
A situação é tensa. Os militares não violaram a lei internacional, invadido a embaixada, mas cortaram a luz, a água e o abastecimento em alimentos às 300 pessoas que aí se encontravam.
No desenvolvimento mais recente, a ONU levou alimentos e água aos sitiados e 162 pessoas deixaram a embaixada.
Desde a sede da ONU, em Nova Iorque, o presidente Lula avisou os golpistas para não tocarem na representação diplomática brasileira.
Ontem, perante os milhares de apoiantes que se concentraram junto à representação diplomática, Manuel Zelaya defendeu que a partir de agora é “pátria, restituição ou morte.”
Por seu turno o presidente interino, Roberto Micheletti, mantém que Zelaya tem contas a acertar com a justiça do país, que “devia ser o primeiro a respeitar a lei e entregar-se às autoridades. Só desta forma é que poderá ser respeitado. Caso contrário, terá de pagar com a prisão a sua irresponsabilidade”.
O governo interino alargou o recolher obrigatório até à manhã de quarta-feira. Terça começou com os militares a dispersarem à força os apoiantes de Zelaya de junto à embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Centenas de pessoas foram detidas.
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tags: Brasil, Golpe de Estado, Honduras
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