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A Noruega vai dar continuidade à linha política dos últimos quatro anos. Pelo menos o que defende juíza norueguesa Eva Joly.
Para a Presidente da Comissão de Desenvolvimento do Parlamento Europeu a coligação de esquerda deverá seguir o mesmo rumo a nível interno – num país onde o poder de compra aumentou 20 por cento nos últimos anos – mas, também, a nível externo:
“É a primeira vez em 40 anos que os eleitores reconduzem um governo ao poder com maioria. Isto leva-nos a crer que a política em vigor é para continuar, ou seja, a Noruega vai continuar a ser um dos principais fornecedores de electricidade da União Europeia. É importante dizer que o país fornece cerca de 30% de gás à França, Belgica e Alemanha. Não existem, por isso, razões que nos levem a acreditar que esta política vá mudar.”
Numa altura em que a Islândia prepara a candidatura para aderir ao clube europeu, resta saber se também a Noruega admite seguir o exemplo
“A questão evidentemente que se coloca, mas na Noruega é um tabu. Um tabu porque o tema foi referendado em 72 e em 94 e os resultados foram negativos. Por isso, se o governo de coligação for reconduzido a questão da adesão não se vai colocar” afirma.
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