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Michael Jackson está longe de descansar em paz no dia em que vai a enterrar em Los Angeles.
O funeral do cantor de música pop vai decorrer em privado, longe das câmaras de televisão, quando forem 2 da manhã em Lisboa, no cemitério de Forrest Lawn, em Hollywood.
Os tribunais autorizaram ontem a mãe de Jackson a recorrer ao fundo privado do cantor para pagar as exéquias.
O caixão folheado a ouro deverá ser depositado dentro de uma réplica do cemitério histórico de Génova em Itália, ao lado dos túmulos de celebridades como Clark Gable ou Buster Keaton.
As circunstâncias da morte de Jackson, no dia 25 de Junho, são ainda alvo de uma investigação da polícia.
Os dados da autópsia apontam para uma morte por sobredose de medicamentos, agravada pelo atraso dos serviços de emergência em socorrerem o cantor.
A pedido de Jackson que sofria de insónias, o médico pessoal, Conrad Murray, teria administrado sucessivamente 4 tipos diferentes de anestésicos, entre os quais Propofol, utilizado habitualmente em operações cirúrgicas.
A polícia não divulgou ainda os resultados dos interrogatórios aos vários médicos de Jackson.
Prossegue assim o mistério sobre as últimas horas do rei da Pop, num momento em que preparava uma série de concertos em Londres.
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tags: EUA, morte de Michael Jackson
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