
Críticas contra lei da Imigração em Itália exasperam Berlusconi
02/09/09 07:48 CET
Controlos Fronteiriços
mundo
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Diante das vozes que se levantam o primeiro-ministro italiano manifestou o seu repúdio ao pedido de esclarecimento feito pela União Europeia sobre a política de imigração do seu governo. Berlusconi ameaçou bloquear o funcionamento da UE numa conferência de imprensa em Gdansk, na Polónia, onde participou na cerimónia dos 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial. “ A minha posição será decidida e precisa: não daremos mais o nosso voto se não for definido que nenhum comissário e nenhum porta-voz de comissário possa intervir publicamente sobre algum tema. Pedirei que os comissários e porta-vozes de comissários que continuam com este tipo de atitude sejam despedidos de maneira definitiva”.
O alvo deste ataque de fúria é Dennis Abbot, um dos porta-vozes da Comissão Europeia, depois de ter anunciado que o executivo pedirá esclarecimentos à Itália e a Malta sobre a morte de 73 imigrantes vindos da Líbia que foram deixados sem socorro em alto mar.
Desde o passado dia 8 que a imigração clandestina é delito em Itália. Assim sendo, os imigrantes ilegais, encontrados por barcos italianos em águas internacionais, em vez de serem salvos, são empurrados para a Líbia, segundo acordo assinado entre Roma e Tripoli – situação que cria condições para a ocorrência de naufrágios.
A notícia da morte dos 73 imigrantes levou o “ministro” da Santa Sé para a Imigração, monsenhor Antonio Maria Vegliò, a pedir responsabilidades políticas.
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