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O Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra deixaram as taxas de juro de referência inalteradas, nos actuais mínimos históricos. Decisões simultâneas que não deixam ninguém surpreendido. A taxa directora da Zona Euro mantém-se a 1%, enquanto a do Reino Unido continua a ser de 0,5%.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, vê um continuar da crise: “Os dados mais recentes sugerem que a a actividade económica no resto do ano vai continuar fraca, embora o ritmo da contracção esteja, claramente, a abrandar”.
Um pouco por toda a Europa, os sinais da recuperação económica são agora visíveis. Mas a política monetária continua a ser de cautela, tanto no Reino Unido como na Eurozona.
No caso do Banco de Inglaterra, foi decidido alargar o programa de compra de obrigações – vai agora gastar 175 mil milhões de libras neste programa, ao longo dos próximos três meses, com o apoio do Ministério das Finanças.
O risco de deflação é real, o que obriga a juros baixos. Os preços estão a descer e o FMI tem alertado para este problema. Uma queda nos preços que se deve, em grande parte, à descida no custo dos combustíveis.
Os bancos centrais têm também que fazer face a um acesso ao crédito que continua difícil, apesar de todos os sinais de retoma. Mesmo com os juros mais baixos que nunca, e com todo o dinheiro que receberam em ajudas, muitos bancos continuam relutantes em emprestar dinheiro aos particulares e às empresas.
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