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O nome de Charles Taylor é sinónimo de 14 anos de guerras civis sangrentas na Libéria e na Serra Leoa.
Descendente dos escravos libertados que fundaram a Libéria, educado nos Estados Unidos, Taylor lidera em 1989 a rebelião que vai levar à queda do presidente liberiano Samuel Doe em meados dos anos noventa.
Um conflito que se salda em mais de 200 mil mortos e onde o guerrilheiro vai recorrer a métodos baseados na violência e no terror sobre civis, decalcados pelos rebeldes da vizinha Serra Leoa, que apoia com dinheiro e armas.
Em 1995, Taylor assina os acordos de paz que põem termo ao conflito na Liberia, abrindo caminho à sua eleição como presidente em 1997.
O slogan da campanha eleitoral é então, “mataste a minha mãe, mataste o meu pai, mas vou votar em ti”.
Mas a impunidade de Taylor em inúmeros crimes de guerra e crimes contra a humanidade não recolhe o apoio de toda a população. O avanço de um movimento rebelde liberiano, apoiado por países vizinhos e pelos Estados Unidos, vai forçar Taylor a abandonar o país e a refugiar-se na Nigéria em 2003.
À despedida promete regressar. Mas o exílio vai terminar com a sua detenção três anos mais tarde na fronteira com os Camarões, à luz de um mandado de captura da justiça internacional.
Distante do sonho de poder, o antigo presidente enfrenta agora 11 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, num julgamento cujo veredicto deverá ser conhecido em 2010.
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tags: Crime de guerra, Justiça, Libéria
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