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Charles Taylor passou hoje do banco dos réus ao banco das testemunhas para negar em bloco todas as acusações contra ele.
Frente ao tribunal especial para a Serra Leoa, transferido para Haia, o antigo presidente da Libéria rejeitou ter fomentado a rebelião responsável por mais de 50 mil mortos entre 1991 e 2002.
Apresentando-se como um “democrata”, Taylor negou as 11 acusações apresentadas contra ele pelo tribunal.
Rejeitou ter trocado ajuda militar aos rebeldes por diamantes, assim como os massacres, mutilações, violações e o recrutamento à força de civis, levados a cabo pela milícia da Frente Revolucionária Unida.
“É incrível que me acusem de tais actos, e infeliz que a acusação se baseie em informação falsa ou manipulada, mentiras e rumores para tentar implicar-me em tais acções”, afirmou.
A defesa de Taylor deverá prolongar-se por várias semanas para tentar desmentir os testemunhos de mais de 91 vítimas, recolhidos pelos juízes desde o início do processo, em Junho de 2007.
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tags: Crime de guerra, Justiça, Libéria
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