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A criação de uma lista negra mundial das companhias aéras não é para já. O presidente da Organização da Aviação Civil Internacional, Roberto Kobeh, considera que a proposta da União Europeia não é “a solução” para a segurança aérea.
A lista mundial foi proposta pelo comissário para os Transportes, à semelhança da lista europeia, após os dois acidentes recentes, ao largo do Brasil e das ilhas Comores – mesmo se António Tajani garante que os acidentes não são o único critério: “Não é um acidente que pode determinar se uma companhia aérea deve estar na lista negra, ou não. É o nível de segurança que nos obriga a colocar uma companhia na lista negra, e não um acidente. Porque, infelizmente, se o acidente for por causa do mau tempo, não podemos meter o céu na lista negra. Propus uma lista mundial, uma estratégia de cooperação internacional. E sublinho que estou de acordo com o presidente do Conselho da OACI, para a criação de uma estratégia mundial.”
Uma estratégia mundial sim, mas uma lista negra… talvez não. O responsável da Organização da Aviação Civil Internacional, que se reuniu, em Bruxelas, com a comissão, considera que uma lista negra pode dissuadir as pessoas de viajarem em certas companhias, mas não é isso que vai reduzir, realmente, os acidentes.
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tags: Tráfego aéreo, Transporte
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