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A Rússia não deve continuar a temer os Estados Unidos, a mensagem endereçada hoje por Barack Obama a Dmitry Medvedev.
Ao segundo dia da visita a Moscovo, o presidente norte-americano prossegue os esforços para reatar as relações com o Kremlin, depois de ter assinado ontem um acordo para suprimir um quarto do arsenal nuclear dos dois países.
Mas as fracturas permanecem presentes na questão do escudo anti-míssil norte-americano, que deverá ser negociada à posteriori, e no tema dos direitos humanos.
Em companhia do presidente Dmitry Medvedev, Obama pronunciou um discurso na nova universidade de economia de Moscovo, onde lembrou que a abertura à economia de mercado tem de ser acompanhada por avanços sociais, sublinhando: “só eleições competitivas permitem mudar o rumo de um país permitindo que os líderes políticos prestem contas aos seus eleitores”.
Entre a assistência encontrava-se o ex-líder russo Mikhail Gorbatchov, com quem Obama se encontrara ao início da manhã.
Mas os vestígios da guerra fria continuam a marcar as relações entre os dois países, na questão da adesão à NATO da Geórgia ou da Ucrânia, defendida hoje por Obama em Moscovo.
Apesar das boas intenções de Washington, o pequeno almoço com o primeiro-ministro Vladimir Putin comprovou que as tensões permanecem palpáveis entre os dois países.
Obama tinha criticado há semanas Putin por, “manter um pé na velha política russa”.
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tags: Barack Obama, Política, Rússia
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