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O dinheiro não pode ficar guardado nos bancos e tem que ser emprestado aos particulares. Foi essa a mensagem que o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, lançou aos bancos comerciais.
A solução para saír da crise, segundo Zoellick, passa por fazer os bancos abrir os cordões à bolsa. Ao conseguir empréstimos mais facilmente, as famílias consomem e dão dinheiro às empresas que assim evitam os despedimentos, quebrando o ciclo vicioso. Foi o que Zoellick explicou numa carta aberta ao presidente em exercício do G8, Silvio Berlusconi, antes da cimeira que começa quarta-feira.
Com a crise económica, os bancos centrais, como o BCE ou a Reserva Federal, injectaram grandes quantias no mercado, para aumentar a liquidez dos bancos. Por isso, Zoellick explica que não há razão para que não emprestem.
O sector imobiliário é um dos mais afectados pela crise. As reticências dos bancos em emprestar é um dos motivos para o acumular de casas por vender.
Também a indústria automóvel tem vindo a sofrer, com quedas brutais nas vendas, o que levou a descidas na produção e despedimentos em várias construtoras. Nalguns países, a situação está a melhorar, graças aos programas governamentais de apoio.
Os governos estão de acordo que só aumentando o consumo a economia pode saír do marasmo.
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