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A província de Xinjiang foi palco de confrontos que este domingo resultaram em pelo menos 140 mortos e mais de 800 feridos.

Uma onda de violência urbana como há décadas não se via nas ruas da capital Urumqi.

Milhares de manifestantes uigures destruíram barricadas e atacaram veículos e edifícios e a televisão estatal chinesa divulgou imagens de membros da comunidade Han, alegadas vítimas da ira uigur.

Situada no sudoeste do continente chinês, Xinjiang é uma região autónoma rica em minerais e considerada estratégica pela proximidade de oito países de Ásia central.

O chefe da polícia local responsabiliza os exilados uigur pela onda de violência.:

“O Congresso Mundial Uigur utilizou o incidente como um a forma de distorcer a política étnica e religiosa chinesa e provocou os conflitos” adiantando que Algumas pessoas utilizaram a internet no país para especular sobre o incidente”.

A agência noticiosa Xinhua revelou que centenas de pessoas foram detidas na sequência dos protestos violentos. As autoridades instauraram o recolher obrigatório na cidade.

Em Roma, o presidente italiano Giorgio Napolitano não deixou de abordar a situação junto do seu homólogo Hu Jintao, que está em Itália para a cimeira do G-8.

Napolitano lembrou ao presidente chinês que “os progressos económicos e sociais em vias de serem concretizados pela China trazem novas exigências em matéria de direitos humanos”.

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tags: China, Manifestação