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Há três meses um sismo deixava a cidade de Áquila, em Itália parcialmente destruída. Hoje, o cenário não é muito diferente.

As réplicas são uma constante e o receio de uma nova catástrofe leva a que muitos habitantes continuem a viver em tendas.

O último tremor de terra com uma magnitude de 4,1 na escala de Richter registou-se sexta-feira, a cinco dias da cimeira do G8.

A ideia de reunir os líderes dos oito países mais desenvolvidos em Áquila partiu do chefe de governo italiano. Silvio Berlusconi quer mobilizar os dirigentes para a reconstrução da cidade.

Meses antes, o primeiro-ministro tinha proposto que a cimeira se realizasse em Nápoles para mostrar que a crise do lixo estava ultrapassada. Uma hipótese que acabou por ser excluída por questões de segurança.

E segurança é algo que continua, também, a faltar em Áquila. Alguns italianos criticam a escolha da cidade para o encontro porque, como explica uma mulher, “as atenções estão concentradas na cimeira do G8 e não no processo de reconstrução.”

Um sentimento partilhado por grande parte da população. Muitos mostram-se indignados pelo facto dos trabalhos para a cimeira terem começado, enquanto cerca de 24.000 pessoas continuam a dormir em campos de campismo improvisados.

Em sinal de protesto contra as promessas de Berlusconi, que ficaram por cumprir os novos sem abrigo adoptaram o slogan “Yes we camp” inspirado em Barack Obama.

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tags: G8, L’Aquila