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Nas vésperas da visita de Barack Obama a Moscovo, o presidente russo voltou a ligar um eventual acordo sobre a redução de armas estratégicas a concessões sobre o projecto do sistema antimíssil norte-americano na Europa de Leste.

Dmitri Medvedev defende como alternativa a criação de um sistema de defesa global.

O chefe de Estado russo sublinha que o Kremlin “não se opõe ao desenvolvimento deste tipo de sistemas”, mas acredita que “não devem ser unilaterais, ou seja, apontados a um parceiro de diálogo, a grandes potências nucleares como a Rússia”. Medvedev acrescenta que um sistema antimíssil “deve ser uma medida de defesa global, apontada precisamente contra aqueles países que representam actualmente uma ameaça”.

O presidente norte-americano efectua, a partir de segunda-feira, a primeira oficial a Moscovo, consagrada nomeadamente ao debate de um novo tratado de redução de armas estratégicas.

Obama já fez saber não aceita ligar o assunto ao diálogo sobre a defesa antimíssil. Mas Washington aposta no relançamento das relações com Moscovo, que degeneraram com a era Bush, e Obama deixou entender que uma colaboração do Kremlin na questão do nuclear iraniano poderá oferecer a chave para o diferendo do sistema antimíssil.

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