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A Bulgária vai às urnas, este domingo, depois de uma campanha eleitoral que deixou indiferente grande parte da população.
Estas eleições não vão produzir nenhuma solução de governo, obrigando depois a uma coligação.
De acordo com as sondagens, nenhum partido obterá uma maioria absoluta.
Certa é a derrota do Partido Socialista e do primeiro-ministro, Sergei Stanichev. Deverá obter uma votação entre os 19 e os 22 por cento.
As medições de opinião também são conclusivas em relação à vitória do Partido para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária, de matriz populista, chefiado pelo actual presidente da Câmara de Sófia, Boiko Borrissov.
Uma das suas grandes medidas, foi a multiplicação dos efectivos policiais da capital. Custou-lhe muitas críticas, mas rendeu-lhe muitos votos. Todas as sondagens lhe antecipam a vitória, com valores que oscilam entre os 26 e os 30 por cento.
Usou recursos de campanha pouco vistos por estas paragens, como um grande concerto de música popular.
Importante numa futura solução governativa pode ser Almed Dogan, o lider do Movimentos dos Direitos e Liberdades que agrupa a minoria de origem turca.
As sondagens dão-lhe uma expectativa de voto de 10 a 13 por cento.
Tem contra si o facto de ter pertencido à polícia política do regime comunista e a má prestação dos seus ministros da Agricultura e do Ambiente, no actual governo.
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