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A cidade italiana de l’Aquilla, que acolhe a cimeira do G8 na próxima semana, sofreu esta sexta-feira uma forte réplica do sismo de Abril que vitimou 300 pessoas e que provocou cerca de 70 mil desalojados.
A réplica teve uma magnitude de 4,1 graus na escala de Richter com epicentro a poucos quilómetros da baixa da cidade.
Não houve vítimas e os trabalhos de preparação da cimeira avançam num ambiente de alguma contestação. Há quem critique o facto de o governo ter dado prioridade à cimeira em vez de reconstruir o centro histórico. Um dos organizadores da cimeira defende o evento em L’Aquila e explica porquê.
“Os apartamentos que foram melhorados para acolher a cimeira serão depois usados pelos desalojados, aqueles que vão ter que esperar até ao final do ano para terem novas casas”, referiu.
As críticas em torno da decisão de Berlusconi já duram há algum tempo, nomeadamente com a reconstrução de acessos em vez dos edíficios danificados do centro que ainda representam perigo de derrocada.
Sara Vegni, activista: “na mesma altura em que centro de l’Aquilla permanece inseguro, vemos obras dispendiosas serem levadas adiante com uma impressionante velocidade e um ritmo recorde. Não, não achamos que foi boa ideia ter o G8 aqui”.
No plano político, com a cimeira, Berlusconi tem a oportunidade de colocar para segundo plano os escândalos domésticos que lhe têm custado popularidade.
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tags: Cimeira do G8, G8, L’Aquila
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