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Os Estados-membros da União Europeia convocaram em uníssono os representantes diplomáticos iranianos nos seus países, num protesto contra a detenção de funcionários da embaixada do Reino Unido em Teerão.
Mas o Irão mantém a linha dura e avisou que os iranianos que trabalham para a diplomacia britânica vão ser julgados pelo alegado envolvimento nas manifestações pós-eleitorais.
O anúncio foi feito pelo Ayatollah Ahmad Jannati, chefe do Conselho dos Guardiões, que garante que os dois homens ainda detidos “confessaram” ter instigado os protestos. Na oração de sexta-feira, Jannati perguntou ao Ocidente se esperava uma revolução “como aconteceu na Ucrânia ou na Geórgia”, a favor de um Governo pró-ocidental.
Londres nega a participação dos seus funcionários nos protestos da oposição iraniana, conduzidos pelo candidato derrotado Mirhussein Mussavi, para denunciar fraude nas presidenciais.
O Ocidente condenou a violenta repressão das manifestações. Teerão acusou potências ocidentais – sobretudo o Reino Unido – de instigar os protestos.
Bruxelas ameaça ainda o regime de Mahmud Ahmadinejad com a recusa de vistos a representantes oficiais iranianos e a retirada dos embaixadores europeus de Teerão.
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tags: Crise, Irão, União Europeia
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