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Os búlgaros votam no Domingo em legislativas que ameaçam resultar num impasse político e podem prejudicar a posição do mais pobre país da União Europeia junto de Bruxelas.
Todos os partidos querem melhorar a imagem da Bulgária, afectada pela corrupção endémica. A formação da oposição de centro-direita do presidente da Câmara de Sofia, Boiko Borissov, surge na primeira posição das sondagens, com cerca de trinta por cento dos votos.
O partido do primeiro-ministro Serguei Stanichev é creditado com vinte por cento.
A oposição exclui uma “grande coligação” e, à falta de uma maioria, os analistas acreditam que se seguirão meses de impasse que podem levar a novas eleições no Outono.
O escrutínio conta, pela primeira vez, com suspeitos de crimes que foram libertados e receberam imunidade temporária durante a campanha. É o caso dos “irmãos Galevi”, que durante anos controlaram a cidade de Dupnitsa através da corrupção das autoridades e chantagem.
O analista Haralan Alexandrov explica que “alguns patrões do crime organizado decidiram que não precisam da mediação de políticos, para dividir os espólios. Podem aceder ao centro de poder directamente e ter um controlo total dos recursos estatais”.
O presidente búlgaro apelou ao boicote de candidatos suspeitos, num momento em que Sofia
quer reconquistar a confiança de Bruxelas para recuperar importantes fundos europeus.
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