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A Itália adoptou definitivamente uma lei controversa contra a imigração, defendida por Sílvio Berlusconi. A imigração clandestina passa a ser um delito.
O Senado, depois da Câmara dos Deputados em Maio, adoptou o projecto, com algumas disposições já em vigor, por 157 votos a favor e 124 contra.
A oposição critica:
“É uma medida para combater a ineficácia das rondas de vigilância durante a noite, não resolve o problema da imigração ilegal e subtrai recursos para a aplicação da lei e de uma justiça paralisada”.
Frederico Bricolo explica bem a posição da Liga do Norte:
“Depois de bloquearmos a chegada dos clandestinos às nossas costas, rejeitando-os, passámos a cuidar das pessoas que vivem no nosso solo, da criminalidade, do tráfico de drogas e da exploração da prostituição…a essas pessoas não queremos cá. “.
Nos termos da lei, os imigrantes ilegais podem ser punidos com multas de entre 5.000 e 10.000 euros.
Além disso, funcionários públicos e empregados “estão obrigados” a apresentar um relatório de imigrantes ilegais.
A detenção dos imigrantes ilegais em centros do Estado italiano pode prolongar-se até seis meses para possibilitar a identificação e expulsão para o país de origem.
Os senhorios de imigrantes em situação ilegal arriscam uma pena de três anos de prisão.
As vigilâncias de bairro contra clandestinos foram legalizadas.
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