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O Governo espanhol decidiu hoje prolongar a actividade da central nuclear de Santa Maria de Garoña até 2013.
Uma decisão tomada a apenas três dias do final do contracto de exploração da central originalmente concebida para funcionar 40 anos.
A substituição gradual da energia nuclear por fontes e sistemas alternativos de energia era uma das promessas de campanha dos socialistas pelo que o primeiro-ministro Zapatero aposta em “manter o que é estritamente necessário em relação ao nuclear, só aquilo que é imprescindível, mas sobretudo apostar nas energias renováveis”
Segundo o Governo, o encerramento de Garoña não implica um problema energético para a Espanha uma vez que esta produz apenas 1% da electricidade do país.
Os trabalhadores da estrutura são favoráveis à continuação. Mesmos se os ecologistas defendem que o encerramento da central levaria à criação do dobro dos postos de trabalho num período de 10 a 15 anos.
A energia nuclear foi introduzida pelos espanhóis em 1965 mantendo-se actualmente a funcionar sete centrais, que não atingirão os 40 anos até pelo menos 2020, embora as licenças de seis delas tenham de ser renovadas até 2011.
A Espanha também já aposta em força nas energias renováveis e é mesmo o segundo maior produtor mundial de energia solar. No que diz respeito à energia eólica, os moinhos espanhóis chegam a produzir em dias bons mais de um quarto da energia consumida no país.
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