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As taxas de juro nos 16 países da Eurozona mantiveram-se estáveis, a 1%, o nível mais baixo de sempre.
Nesta reunião extraordinária, no Luxemburgo, o Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, presidido por Jean-Claude Trichet, decidiu não mexer na taxa directora, como já era de esperar.
Perante o actual cenário de crise e a ameaça de deflação, Trichet diz que o actual nível das taxas é o ideal: “A queda da taxa de inflação para terreno negativo em Junho está em linha com as previsões anteriores e reflecte, sobretudo, efeitos temporários”.
A taxa de juro mantém-se baixa para facilitar os créditos e assim dar um impulso à economia. Ao mesmo tempo, com os preços em queda, o cenário de subir os juros torna-se quase impossível. O nível actual do preço do dinheiro deve manter-se durante pelo menos uma parte do próximo ano.
Há quem peça juros ainda mais baixos, à semelhança do que acontece nos Estados unidos, onde a taxa directora da Fed está próxima do zero.
Se na Zona Euro não há mudança, já o banco central da Suécia, o Riksbank, decidiu fazer um corte de 25 pontos de base para apenas 0,5%, o nível mais baixo de sempre. O Riksbank ofereceu também o equivalente a nove mil milhões de euros em empréstimos aos bancos.
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