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O governo iraquiano atribuiu à BP e à companhia chinesa CNPC a exploração do campo petrolífero de Rumaila. Foi a primeira grande adjudicação desde que os campos petrolíferos do país começaram a ser leiloados.
Até agora, está a ser um fracasso o leilão organizado pelo governo de Bagdade. Ao todo, o Estado quer vender a privados seis explorações de petróleo.
O Iraque tem reservas de 115.000 milhões de barris e uma produção de 2,4 milhões de barris por dia. O objectivo é aumentar este valor para os quatro milhões e conseguir que as empresas ganhem 30 mil milhões de dólares nos próximos 20 anos.
O leilão começou terça-feira mas, até agora, nenhuma das outras cinco explorações encontrou um dono. Um total de 22 empresas fizeram licitações, num total de 16 mil milhões de dólares.
É a primeira vez que as empresas estrangeiras entram no jogo das explorações do Iraque, 37 anos depois do regime de Saddam Hussein as ter expulsado e ter nacionalizado toda a actividade petrolífera do país.
Grupos como a Exxon Mobil, a Shell ou a Eni decidiram desistir das licitações, descontentes com as condições impostas por Bagdade. Dizem que o governo do Iraque quer tirar, deste negócio, as maiores margens de lucro possíveis.
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