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150 anos de prisão, é esta a sentença aplicada a Bernard Madoff, antigo presidente da bolsa de Wall Street, condenado pela maior fraude de todos os tempos.
O veredicto do caso Madoff era aguardado com expectativa esta segunda-feira em Nova Iorque.
Os juízes ouviram a procuradoria federal norte-americana e rejeitaram os pedidos da defesa de Madoff, que em Março, altura em que foi detido, confessou a maior parte dos crimes de que é acusado.
Os advogados defendiam uma pena máxima de 12 anos de prisão, tendo em conta a idade avançada do septuagenário.
Madoff já tinha reconhecido a culpa numa burla que lesou milhares de investidores em 65 mil milhões de dólares, o equivalente acerca de 50 mil milhões de euros.
Detido desde Março, o gestor tinha ainda reconhecido que nunca investira um centavo dos 13 mil milhões de dólares que, ao longo de três décadas, lhe foram confiados por instituições bancárias, particulares e instituições de caridade.
Muitas das vítimas do esquema Madoff perderam as poupanças de uma vida inteira e desespero levou várias delas a cometer suicídio.
A acusação prometeu confiscar os bens da família Madoff para pagar os prejuízos causados, uma medida que não será suficiente para cobrir os danos directos avaliados em 9.200 milhões de euros.
A punição para estas acções, que incluem 11 delitos de fraude, roubo e branqueamento de capitais, entre outros, ficou conhecida esta tarde num tribunal federal nova-iorquino.
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