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A Turquia está de, novo, ao assalto da União Europeia. O primeiro-ministro turco liderou uma delegação diplomática, que foi recebida, esta sexta-feira, em Bruxelas, pelo comissário para o Alargamento.
Recep Tayyip Erdogan reitera o empenho de Ancara nas reformas políticas e jurídicas exigidas por Bruxelas.
A Turquia está a negociar a adesão desde 2005, mas até agora, só 10 dos 35 capítulos das negociações foram abertos. Um décimo primeiro começará a ser discutido na próxima semana: o da fiscalidade.
E à proposta da França e da Alemanha, de “parceria privilegiada”, Erdogan diz: “A minha resposta é clara: na União Europeia, esse tipo de associação não existe, para um candidato. Para nós, está fora de questão. Queremos fazer parte da União Europeia. E é nesse sentido que vamos continuar a trabalhar. E, à parte a adesão plena e completa não há outras possibilidades.”
Erdogan lamenta, contudo, que a Europa tenha uma abordagem unilateral, em termos energéticos. Bruxelas pressiona a Turquia para que assine o acordo sobre o gasoduto Nabucco – mas ainda não abriu as negociações do capítulo energia.
Ancara acusa ainda certos Estados membros de “estreiteza de espírito”, ao tentarem bloquear a adesão da Turquia. “Que tipo de mensagem quer a Europa enviar aos mil e 500 milhões de muçulmanos espalhados pelo mundo e que têm o sentimento de serem abandonados pelo Ocidente?”, perguntava, ontem, o ministro turco dos Assuntos Europeus.
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