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O prémio Príncipe das Astúrias das Letras 2009 foi hoje atribuído ao escritor albanês Ismail Kadaré.
A denúncia do totalitarismo é uma das preocupações centrais do autor de “O general do Exército Morto”.
Além do galardão, o romancista, poeta e ex-jornalista leva para casa um prémio de cinquenta mil euros.
O presidente do júri apresentou as razões da escolha:
“Ismail Kadaré narra com uma linguagem do quotidiano, mas cheia de lirismo, a tragédia do seu país, campo de contínuas batalhas. Dá vida aos velhos mitos com palavras novas e exprime a profunda tristeza e a carga dramática da consciência”.
Nascido na Albânia em 1936, viveu a segunda guerra mundial, a ocupação pela Itália fascista, a Alemanha nazi a União Soviética até à instauração da ditadura de Enver Hoxha.
Na década de 1990, para fugir à perseguição política, pediu asilo a França, juntamente com a mulher. Desde então vive em Paris.
A sua obra encontra-se traduzida em mais de quarenta línguas.
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