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Um primeiro passo na boa direcção. É a reacção da União Europeia ao discurso do chefe de governo israelita que pela primeira vez se mostrou disposto a aceitar a criação de um estado palestiniano.
Mas Benjamin Netannyahu impõe condições: que se trate de um Estado desmilitarizado que reconheça Israel:
“Se recebermos a garantia da desmilitarização e da segurança e se os palestianos reconhecerem Israel como a nação do povo judeu, estaremos preparados para um verdadeiro acordo de paz e para encontrar uma solução para um estado palestiniano desmilitarizado, ao lado do estado judeu.
O primeiro-ministro da Suécia, Carl Bildt, país que preside à União Europeia a partir de Julho, mostra-se optimista mas com reservas:
“É bom mas é apenas um primeiro passo. Um estado não pode ser definido de uma maneira qualquer. Não sei se aquilo de que ele falou pode ser definido com um estado. É matéria para debate”.
Uma opinião partilhada pelo chefe da diplomacia europeia, Javier Solana:
“Se o governo do Likud reconhecer formalmente a solução dos dois estados é um passo na boa direcção. As outras coisas que ele mencionou no discurso têm a ver com outra fase das negociações”.
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