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George Becali, popularizado como “Gigi”, o controverso presidente do Steaua de Bucareste, eleito no domingo para o Parlameto Europeu, pode não se sentar em Estrasburgo, enquanto não prestar contas perante a jutiça do seu país.
Um Tribunal de Bucareste decretou-lhe e interdição de sair do território nacional, porque está acusado do sequestro de três homens. Uma decisão que ele contesta, no seu estilo próprio:
“As pessoas votaram Becali porque querem que eu vá para o Parlamento Europeu, 16 por cento, em Bucareste, sozinho, o que é que querem? Se não gostam, paciência, mas não podem alterar o voto dos romenos”.
Becali, eleito nas listas do Partido Grande Roménia, de extrema direita, foi detido, a 3 de Abril, depois de ter sequetrado três homens que tentaram roubar-lhe o carro.
Os factos remontam a Janeiro.
Ficou em prisão preventiva, durante 29 dias, pena que foi suspensa, durante a campanha eleitoral.
Agora, o tribunal substitui-lhe aquela medida de coação, pela inibição de abandono do território nacional.
Mas ele está a ser investigado por outros casos. É arguido num processo de corrupção, relacionado com o futebol, na sua qualidade de presidente do histórico Steaua de Bucareste.
Becali recorreu da decisão judicial.
A imprensa romena levantou, entretanto uma questão: será que a imunidade parlamentar abrange crimes precedentes à eleição?
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tags: Eleições europeias, Justiça, Política
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