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O “efeito Sarkozy” volta a valer uma vitória eleitoral aos conservadores franceses. A aliança de centro-direita encabeçada pelo UMP obteve uma vitória histórica no sufrágio europeu. Face a uma esquerda dividida, o partido arrecadou 28% dos votos.

O primeiro-ministro François Fillon não esperou pela confirmação para celebrar o resultado: “É a primeira vez desde 84 que um partido da maioria presidencial vence esta eleição. Este êxito é o reconhecimento do trabalho levado a cabo durante a presidência francesa da União Europeia”.

Ò resultado do escrutínio ameaça aprofundar as divisões na oposição socialista, incapaz de representar o descontentamento social face à crise económica.

A 12% de distância dos conservadores, a formação quebrou o ritual de vencer os sufrágios intercalares no país, ao recolher 16,48%.

Seis meses depois de chegar à presidência do partido, Martine Aubry assumiu a responsabilidade dos socialistas no resultado: “Não vou tentar desculpar-me, o nosso partido necessita de uma remodelação profunda e apelo a uma união da esquerda”.

A esquerda que se apresentou ao sufrágio dividida, recolheu, no total, 38% dos votos.

A grande surpresa da noite chama-se Daniel Cohn Bendit, o líder da lista “Europa Ecologia”, conseguiu demolir os centristas do Modem para chegar a um resultado de 16,28% de votos quase a par com os socialistas.

Apelando a uma frente anti-Barroso no Parlamento Europeu, Cohn Bendit, afirmou que não se enganou de eleição: “sempre dissemos que era uma eleição europeia e que tinhamos um programa para transformar a Europa”.

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tags: Eleições europeias, França, Política