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O Partido Popular Europeu venceu as eleições europeias, mas a vitória fica ofuscada pela elevada taxa de abstenção. Os grandes derrotados foram os socialistas, que acabam por pagar a factura da crise que afecta a Europa. O escrutínio fica ainda marcado pelos progressos realizados, em certos países, pela extrema-direita.
O PPE vai continuar a poder dominar a agenda política e as questões financeiras. Na verdade, na legislatura que agora começa o hemiciclo europeu mantém a mesma estrutura em termos de forças políticas mas vai passar de um total de 785 deputados para 736, o que constitui uma redução de 49 assentos.
Até aqui com 288 deputados, o PPE-DE fica agora com 263. Uma larga vantagem face ao grupo dos Socialistas Europeus que passa de 217 assentos para 161.
O grupo dos liberais europeus, ou ALDE, mantém-se como terceira força política com 80 deputados, contra os actuais 100. Seguem-se os Verdes-Aliança Livre Europeia com 52 eurodeputados, contra os actuais 43. Aliás este foi o único grupo que conseguiu aumentar o número de assentos no Parlamento Europeu.
Seguem-se a União para uma Europa das Nações, de direita, com 35 deputados. O Grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde com 33. Independência e Democracia consegue 19 eurodeputados. Os não-afiliados passam de 30 para 93.
Segundo José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia e saído das fileiras do centro-direita, “os resultados são uma vitória inegável dos partidos e candidatos que apoiam o projecto europeu e desejam ver a União Europeia responder concretamente aos problemas que afectam os europeus”.
Apesar da visão de Barroso, os eleitores centraram-se nas questões nacionais, provando que as instituições comunitárias continuam longe dos cidadãos e que a comunicação entre eleitos e eleitores ao nível europeu tem ainda um longo caminho a percorrer. Por exemplo, nos países mais afectados pela crise, os partidos mais penalizados foram os que estão no poder. Foi o que aconteceu no Reino Unido, na Irlanda, na Letónia, na Grécia, na Hungria, na Bulgária, em Espanha e em Portugal.
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